IBGE revela que uso de agrotóxicos cresce e Agricultura Familiar alerta risco para Segurança Alimentar

A Fetraf de Santa Catarina participou da apresentação dos resultados do Censo Agropecuário 2017 no estado

Escrito por: Da redação da Contraf Brasil - Patrícia Costa • Publicado em: 25/10/2019 - 19:06 • Última modificação: 25/10/2019 - 20:09 Escrito por: Da redação da Contraf Brasil - Patrícia Costa Publicado em: 25/10/2019 - 19:06 Última modificação: 25/10/2019 - 20:09

Divulgação Agrotóxico Mata

Lideranças da Fetraf de Santa Catarina participaram hoje da cerimônia de apresentação dos resultados do Censo Agropecuário 2017 para o estado e municípios. O estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é a principal e mais completa investigação estatística e territorial sobre a produção agropecuária do país.

Os dados ajudam em várias ações que dependem de informações sobre a estrutura, a dinâmica e o nível de produção da atividade agropecuária brasileira. O último Censo Agropecuário foi realizado em 2006.

Para a Fetraf de Santa Catarina, os dados mais alarmantes referem-se ao aumento do uso de agrotóxicos de 64% em 2006 para 70% em 2017, comparado ao mesmo período entre os anos. “Os números são preocupantes se pensarmos no impacto destes dados para a Segurança Alimentar do nosso país. Esse retrato também mostra a importância da nossa luta por uma política pública efetiva de produção agroecológica e orgânica com orçamento e apoio em todos os níveis de poder público e organizações”, comenta Rita de Cássia Maraschin, que trabalha na Fetraf SC e ex-presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar de Santa Catarina.   

Ainda, outro mapeamento importante que merece destaque mostra a situação do trabalho no campo. O número de aposentados cresceu, ou seja, entende-se que existe uma ausência de iniciativas e ações que incentivem a sucessão rural. “Sem isso, vamos viver mais uma fase negativa do êxodo rural”, pontua Cássia. “Isso mostra que os jovens não estão permanecendo no campo como produtores de alimentos”.  Segundo os dados, o aumento da renda de aposentados é de 73%. Em 2006 registrou-se 24% da população e agora, em 2017, 42%, data da pesquisa.

A Fetraf se Santa Catarina há 3 anos vêm trabalhando em conjunto com várias organizações e entidades, que defendem uma produção sustentável, agroecológica e orgância, políticas públicas direcionadas a este modelo de produção. “Queremos orçamento para o Programa Estadual de Agrobiodiversidade, aprovado no ano passado. Há a garantia de R$ 3,7 milhões no Plano Plurianual da Agricultura para o período 2020-2023 - cerca de 1% do que o estado deixa de arrecadar com isenções em apenas 1 ano. Buscamos outros R$ 25 milhões provenientes do Programa Terra Boa e do Fundo Estadual de Sanidade Animal para apoiar a Agroecologia no período 202-2023”.

No evento esteve presente o coordenador Estadual de Pesquisas Agropecuárias, técnicos do IBGE em Santa Catarina, representantes e gestores públicos, lideranças políticas da região de organizações sindicais.  

Título: IBGE revela que uso de agrotóxicos cresce e Agricultura Familiar alerta risco para Segurança Alimentar, Conteúdo: Lideranças da Fetraf de Santa Catarina participaram hoje da cerimônia de apresentação dos resultados do Censo Agropecuário 2017 para o estado e municípios. O estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é a principal e mais completa investigação estatística e territorial sobre a produção agropecuária do país. Os dados ajudam em várias ações que dependem de informações sobre a estrutura, a dinâmica e o nível de produção da atividade agropecuária brasileira. O último Censo Agropecuário foi realizado em 2006. Para a Fetraf de Santa Catarina, os dados mais alarmantes referem-se ao aumento do uso de agrotóxicos de 64% em 2006 para 70% em 2017, comparado ao mesmo período entre os anos. “Os números são preocupantes se pensarmos no impacto destes dados para a Segurança Alimentar do nosso país. Esse retrato também mostra a importância da nossa luta por uma política pública efetiva de produção agroecológica e orgânica com orçamento e apoio em todos os níveis de poder público e organizações”, comenta Rita de Cássia Maraschin, que trabalha na Fetraf SC e ex-presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar de Santa Catarina.    Ainda, outro mapeamento importante que merece destaque mostra a situação do trabalho no campo. O número de aposentados cresceu, ou seja, entende-se que existe uma ausência de iniciativas e ações que incentivem a sucessão rural. “Sem isso, vamos viver mais uma fase negativa do êxodo rural”, pontua Cássia. “Isso mostra que os jovens não estão permanecendo no campo como produtores de alimentos”.  Segundo os dados, o aumento da renda de aposentados é de 73%. Em 2006 registrou-se 24% da população e agora, em 2017, 42%, data da pesquisa. A Fetraf se Santa Catarina há 3 anos vêm trabalhando em conjunto com várias organizações e entidades, que defendem uma produção sustentável, agroecológica e orgância, políticas públicas direcionadas a este modelo de produção. “Queremos orçamento para o Programa Estadual de Agrobiodiversidade, aprovado no ano passado. Há a garantia de R$ 3,7 milhões no Plano Plurianual da Agricultura para o período 2020-2023 - cerca de 1% do que o estado deixa de arrecadar com isenções em apenas 1 ano. Buscamos outros R$ 25 milhões provenientes do Programa Terra Boa e do Fundo Estadual de Sanidade Animal para apoiar a Agroecologia no período 202-2023”. No evento esteve presente o coordenador Estadual de Pesquisas Agropecuárias, técnicos do IBGE em Santa Catarina, representantes e gestores públicos, lideranças políticas da região de organizações sindicais.  



Informativo CONTRAF-BRASIL

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.