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FETRAF-GO avança em negociação com INCRA Nacional e pressiona governo federal por demandas da reforma agrária

Publicado: 25 Março, 2025 - 10h35

Escrito por: Allanda Dias

Fetraf GO
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A Federação dos Trabalhadores, Trabalhadoras, Agricultores e Agricultoras Familiares de Goiás (FETRAF-GO/CUT) obteve avanços em negociações com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) nesta terça-feira. Em reunião com o representante nacional do órgão, Dr. Fradinimir, foram garantidas quatro vistorias iniciais, com possibilidade de ampliação para até seis, dependendo da disponibilidade de recursos.

Acordos firmados

  • Vistorias aceleradas: O INCRA se comprometeu a agilizar a análise de áreas já mapeadas pela federação, essencial para avançar na criação de assentamentos.
  • Crédito para mulheres: Serão liberados recursos do Fomento Mulher para projetos já elaborados e encaminhados ao órgão, fortalecendo o protagonismo feminino no campo.
  • Seleção de famílias: O INCRA esclareceu que o edital vigente não pode ser alterado, mas garantiu que a seleção seguirá os critérios estabelecidos, priorizando famílias já cadastradas no processo de assentamento.

Próximos passos: Pressão em Brasília

Enquanto parte da liderança da FETRAF-GO permanece em Goiás acompanhando os trâmites no INCRA, uma comitiva seguiu para Brasília nesta quarta-feira (26) para entregar a pauta de reivindicações a CONTRAF BRASIL para encaminhar ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e à Casa Civil. A agenda inclui demandas como:

  • Mais recursos para vistorias e desapropriações;
  • Infraestrutura em assentamentos existentes;
  • Políticas de crédito e comercialização para agricultores e agricultoras familiares.

Mobilização massiva

O ato contou com a presença de mais de 400 famílias de trabalhadores, trabalhadoras, agricultores e agricultoras rurais, evidenciando a urgência das demandas.

Contexto

As negociações ocorrem em um momento de tensão fundiária em Goiás, onde centenas de famílias aguardam regularização há anos. A federação reforça que os acordos são um passo importante, mas que a implementação efetiva depende do governo federal destravar verbas e processos. A expectativa agora é de que o governo federal responda às demandas apresentadas.