CNAPO reforça diálogo por agroecologia e políticas pública para agricultura familiar
Participação da sociedade civil fortalece propostas para crédito, ATER e comercialização, com foco na produção sustentável e na ampliação das políticas públicas para o campo.
Publicado: 18 Junho, 2026 - 17h20 | Última modificação: 18 Junho, 2026 - 17h32
Escrito por: Allanda Dias
A participação social esteve no centro dos debates da 31ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), realizada entre os dias 15 e 17 de junho, em Brasília (DF). O encontro reuniu representantes de conselhos nacionais, ministérios, movimentos sociais e instituições públicas para discutir os rumos da agroecologia e da produção orgânica no Brasil.
Entre os principais temas da agenda estiveram o novo Plano Safra da Agricultura Familiar, a ampliação da assistência técnica e extensão rural (ATER), o financiamento da transição agroecológica e o fortalecimento da comercialização dos produtos da agricultura familiar.
Para o coordenador de Políticas Agrícolas da CONTRAF-Brasil, Marcos Rochinski, a reunião representou um espaço estratégico para apresentar propostas construídas pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais e dialogar diretamente com os órgãos responsáveis pela execução das políticas públicas.
Segundo Rochinski, o Governo Federal sinalizou medidas importantes para o próximo Plano Safra, entre elas chamadas públicas de assistência técnica voltadas à agroecologia, diferenciação das taxas de juros para produtores que adotam sistemas agroecológicos e ampliação dos investimentos destinados à comercialização da produção da agricultura familiar.
As discussões também destacaram a importância da construção do Plano Nacional de Abastecimento e Alimentação, iniciativa que busca fortalecer a oferta de alimentos saudáveis, incentivar circuitos locais de comercialização e ampliar a participação da agricultura familiar nos mercados institucionais.
Ao longo da programação, os participantes debateram ainda mecanismos para aproximar pesquisa, inovação e políticas públicas dos territórios rurais, fortalecendo experiências que já vêm sendo desenvolvidas por agricultores familiares em diferentes regiões do país.
Na avaliação da CONTRAF-Brasil, os encaminhamentos construídos durante a reunião representam avanços importantes para consolidar a agroecologia como eixo estruturante das políticas voltadas ao campo.
“O desafio agora é garantir que os compromissos assumidos sejam concretizados. Seguiremos acompanhando as negociações e defendendo que as propostas apresentadas pela agricultura familiar sejam transformadas em ações efetivas para melhorar a vida das famílias rurais”, ressaltou Rochinski.
Com o encerramento da reunião, a expectativa se volta para o lançamento do novo Plano Safra, que deverá consolidar parte das medidas discutidas e ampliar o apoio à produção sustentável, à geração de renda e à segurança alimentar no país.
