Cerca de 150 famílias, mulheres e crianças, tiveram barracos e pertences destruídos. Agora acampados ao lado da Secretaria de Patrimônio da União, buscam solução
Escrito por Fernanda Silva - IMPRENSA FETRAF-BRASIL
Agora, as 80 famílias, homens, mulheres e crianças, estão acampadas ao lado da SPU, setor de Autarquia Norte, atrás do Teatro Nacional, no prédio do DNIT. Até o início da tarde, mais 3.500 famílias deverão integrar a ação, informou o coordenador.
A FETRAF que organiza famílias no processo de reforma agrária negociou, no último dia 2 de fevereiro, a transferência de parte da Fazenda Velha, propriedade da SPU, para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária. As famílias que estavam na área desde o dia 27 de janeiro, foram obrigadas a sair do local, já que na negociação com a SPU, Lucia Helena de Carvalho, superintendente, propôs a desocupação da área.
Sem local para ir, visto que o objetivo da FETRAF era manter as famílias na propriedade até que a transferência da área fosse realizada, elas acamparam às margens da Rodovia BR-330, próximo a Itapoã. Ato que foi violentamente recriminado pela polícia militar do GDF.
“Uma polícia truculenta, violou os direitos humanos e já fomos avisados que não poderemos ficar acampados aqui. Queremos uma solução, uma alternativa para as famílias até que a transferência para o INCRA seja feita”, disse Chiquinho.