A Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil (CONTRAF-BRASIL) participou, nos dias 4 e 5 de novembro, em Brasília (DF), da 5ª Reunião Presencial da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTT), vinculada ao Conselho Nacional de Saúde (CNS).
O encontro reuniu representantes de diferentes instituições, entidades sindicais e órgãos públicos para debater os desafios relacionados à saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras, considerando os impactos da conjuntura nacional, das condições de trabalho e das políticas públicas de saúde.
Entre os principais pontos da programação estão a análise da conjuntura nacional e seus reflexos na saúde e nas condições de trabalho, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a implementação da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT).
A reunião também promoveu a escuta das experiências e demandas dos participantes, buscando identificar desafios para a efetivação das políticas de saúde nos territórios e fortalecer a participação social na construção de estratégias de proteção à saúde da classe trabalhadora.
Outro tema em discussão foi a exposição ocupacional ao benzeno e seus impactos na saúde, com análise de uma proposta de recomendação sobre o assunto. A pauta incluiu ainda o fortalecimento das Comissões Intersetoriais de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTTs), da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENASTT) e dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CERESTs).
A programação contemplou também os debates preparatórios para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, que terá como tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”. Foram abordados os eixos temáticos da conferência, o acompanhamento das etapas municipais e as estratégias para ampliar a participação social, incluindo a incorporação da saúde do trabalhador e da trabalhadora nos debates.
A participação da CONTRAF-BRASIL reforçou a importância de inserir as demandas da agricultura familiar nas discussões sobre saúde do trabalhador, reconhecendo que as condições de vida e de trabalho no campo também precisam estar contempladas nas políticas públicas de prevenção, cuidado e promoção da saúde.
O encontro representou um espaço estratégico de articulação entre movimentos sociais, entidades sindicais e instituições públicas para fortalecer o controle social, ampliar a participação dos trabalhadores e avançar na defesa de condições dignas e seguras de trabalho.