Agricultores gaúchos protestam por crédito emergencial para produção de alimentos

16/11/2021 - 10:45

A atividade acontece em conjunto com demais movimentos sociais e tem como objetivo protestar contra o fim e a diminuição de políticas públicas federais de subsídio e incentivo à produção de alimentos

A luta da Agricultura Familiar não para e nessa terça-feira (16), pós-feriado, a semana iniciou agitada no movimento sindical.

No sul do país, agricultoras e agricultores da base da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar no Rio Grande do Sul (Fetraf-RS) realizam ato em frente ao INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

A atividade que acontece em conjunto com demais movimentos sociais, tem como objetivo protestar contra o fim e a diminuição de políticas públicas federais de subsídio e incentivo à produção de alimentos.

Entre outros pontos, além do apoio imediato à Agricultura Familiar, por meio de iniciativas como o projeto de lei (PL) nº 115/2021, que prevê crédito emergencial para a agricultura familiar, visando a produção de alimentos e o combate à fome que assola famílias urbanas e rurais, os trabalhadores exigem também comida, trabalho, renda.

Somadas às dificuldades postas pela pandemia, pela estiagem do último período, pela alta dos insumos agrícolas e, principalmente, pelos retrocessos impostos por um governo que não se importa com a Agricultura Familiar, políticas essenciais como como PAA, PNAE e PRONAF tem sido enfraquecidas e têm inviabilizado a continuidade da produção em muitas propriedades rurais.

De acordo com o coordenador da Fetraf-Sul, Douglas Cenci, milhares de agricultores e agricultoras familiares perderam renda durante a pandemia e têm sofrido diariamente com o descaso do governo federal.  

“O momento exige um Estado forte, que seja capaz de ajudar os agricultores familiares a continuarem produzindo alimentos. Estamos desassistidos e o governo Federal e Estadual não têm mostrado o mínimo interesse em atender as pautas da Agricultura Familiar. Precisamos de soluções efetivas e urgentes para continuarmos poduzindo 70% dos produtos que alimentam a população brasileira. E somente a unidade de luta é o caminho para conseguirmos melhorias para todos e todas”, disse.

A agricultura familiar no RS conta atualmente com 293.891 pequenas propriedades rurais e responde por 68,25% do pessoal ocupado no campo, produzindo a maior parte dos alimentos da cesta básica. O setor tem enorme importância no Produto Interno Bruto (PIB) e somente em 2005, as cadeias produtivas ligadas à agricultura familiar respondiam por 27% do PIB estadual.

Os agricultores e agricultoras familiares seguirão em marcha até o Palácio Piratini, para pressionar o governador Eduardo Leite (PSDB) a atender as reivindicações da categoria. Segundo a assessoria da Fetraf-RS, a expectativa é que no fim da mobilização, seja realizada audiência com representantes da categoria.

Confira o recado do coordenador da Fetraf-RS, Douglas Cenci: 

https://www.facebook.com/fetrafriograndedosul/videos/615835512788303/